Testemunhos

Como um retiro mudou a minha 

OUTRAS HISTÓRIAS  

Aqui pode ler alguns dos muitos testemunhos de quem já fez alguns destes retiros espirituais.

De certeza que vai encontrar os mesmos desafios, os mesmos medos e os mesmos desejos. Não deixe de os ler.

Conte também a sua experiência

#1

Dora 

O MEU PRIMEIRO RETIRO ESPIRITUAL

 

O meu primeiro retiro de silêncio, retiro à séria, portanto, aconteceu quando eu já estava em plena idade adulta. Sou casada, mãe de 4 filhos, trabalho fora de casa (sou produtora de uma rádio nacional) e a minha história de vida é igual à de tantas outras mulheres.

Como outras de que já tenho ouvido relatos, a minha vida espiritual começou por ficar adormecida à medida que eu ia acordando para as coisas do mundo à minha volta. Felizmente (ou melhor dizendo, graças a Deus), as inquietações do mais profundo do meu ser não me permitiram ficar satisfeita apenas com aquilo que a vida me ia dando: o marido, os filhos, os amigos, o emprego, uma vivência social intensa. Um fogo diferente ia aparecendo dentro de mim… e enchia-me de perguntas. Afinal para que serve tudo isto? De onde vimos e para onde vamos? E quem é Deus? Esse Deus de que me falam algumas pessoas (pessoas felizes que fui conhecendo e que tinham respostas para algumas das minhas perguntas)? Aos poucos começou a esboçar-se de novo a minha vida espiritual, com contornos mais fortes.

 

 

 

 

 

 

 

 

Primeiro foram as Equipas de Casais de Nossa Senhora. Depois juntei-me ao grupo de estudo dos Carmelitas seculares; mais tarde com a Catequese da paróquia também desenvolvi várias actividades. Participei em retiros, encontros, festas… mas a minha busca continuava. Foi num retiro de silêncio, organizado pelo Opus Dei, que senti a força que brota quando estamos a sós com Deus. Foi isso que senti, um quê de paz que denunciava a presença de Deus por ali…um quê de Nosso Senhor que queria entrar no meu coração e que me ocupava a cabeça. Por uns dias deixei-me levar pela mão do Senhor que me sussurrava ao ouvido que eu podia afinal dar-Lhe mais! Lembro-me de não me ter custado nada ter estado 3 dias sem conversar com as outras pessoas; recordo o espaço onde se realizou e guardo na minha memória (e num pequeno caderno de apontamentos) algumas palavras sábias do sacerdote que pregou o retiro. De todo aquele silêncio, duas conversas sobressaíram e deixaram marcas indeléveis: uma com o sacerdote, quase no final do encontro e outra (ou melhor dizendo, outras) com Nosso Senhor. Percebi o quão importante é parar e estar em silêncio e ficar ali só para o Senhor. Na cena narrada por S. Lucas das irmãs Marta e Maria (LC 10, 38-42), senti-me verdadeiramente identificada com Maria, fora da azáfama dos trabalhos e com a certeza de ter escolhido, naqueles dias, «a melhor parte». Esse foi, felizmente, o primeiro de muitos onde, em cada ano, fico como Maria aos pés do Senhor a ouvir a Sua Palavra…

Foi, felizmente, o primeiro de muitos onde, em cada ano, fico como Maria aos pés do Senhor a ouvir a Sua Palavra
 
 

#2

Joana

O MEU MOMENTO DO MÊS COM DEUS

Sou casada, com 4 filhos e tenho um trabalho muito exigente, o que se resume numa vida sempre a correr, sempre a 1000. Não andava propriamente à procura de nada, ou pelo menos não o estava a fazer de forma consciente. Achei que não me apetecia ter mais um compromisso com horários na minha vida, muito provavelmente não iria aprender nada e achava que não me integraria no ambiente.

No entanto, após alguma insistência de um sacerdote da família, não tive como dizer que não e depois de esgotadas as desculpas tive de ir e o que encontrei foi de facto surpreendente! Encontrei o "meu momento do mês com Deus", a minha hora e meia de reflexão, de inspiração em que ganho paz para enfrentar os outros dias.

Há mais de 2 anos que vou todos os meses, impreterivelmente ao retiro mensal  -  recoleção, acho que apenas falhei uma vez porque estava fora do país e uma das vezes cheguei mesmo a ir directamente do aeroporto! Num mundo em que tudo passa a correr, em que somos solicitados para fazer tantas coisas, esquecemo-nos quase sempre do que é mais importante, "ganhar intimidade com Deus". Este retiro mensal -  recoleções são, sem dúvida, um grande pilar que nos ajuda a centrar no que é importante.

"Num mundo em que tudo passa a correr, em que somos solicitados para fazer tantas coisas, esquecemo-nos quase sempre do que é mais importante, «ganhar intimidade com Deus»"

#3

Maria João

 

SOBREVIVEM SEM MIM?

Fiz o retiro em Almançor, em Abril de 2016. Tive muitos receios em ir, particularmente o de deixar a família (será que iriam sobreviver??) e o de não corresponder ao que era pedido.

Desde o primeiro jantar deparei-me com um acolhimento genuíno, e ao longo do retiro senti uma tranquilidade profunda e Deus Nosso Senhor ali, entre nós.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As palestras e as meditações foram de uma beleza espiritual inigualável. O retiro permitiu-me ter tempo e silêncio para poder pensar.

A quem está a ponderar fazer um retiro, aconselho a ir. A entrega que conseguimos é inexplicável.

A família sobreviveu e passou a dar mais uns créditos à mãe!

"Deparei-me com um acolhimento genuíno e ao longo do retiro senti uma tranquilidade profunda e Deus Nosso Senhor ali, entre nós."

#4

Maria José 

 

AS JORNADAS: GPS PARA A VIDA

Curiosidade, penso que é a palavra mais adequada para expressar o que sentia antes de assistir ao fim de semana GPS para a vida espiritual. Depois de terem passado quase seis meses, ainda conservo a alegria dos momentos vividos.

Éramos um grupo de dez mulheres, a meu ver, completamente diferentes umas das outras: idades distintas, umas mães e outras não, de várias cidades e até de diferentes nacionalidades. Mesmo assim, em apenas 48 horas de convivência, conseguimos criar uma amizade especial.

O tema das Jornadas era "GPS para a vida" e na etapa em que me encontrava, pensei que seria interessante assistir a este encontro. Foi uma experiência plenamente enriquecedora, tanto a nível pessoal como espiritual, que recomendo a todos os que queiram fortalecer a sua relação com Deus.

Guardo uma bonita lembrança daqueles dias.

"Ainda conservo a alegria dos momentos vividos"
 

#5

M.ª João 

ALEGRIA E PROVOCAÇÃO

Quando surgiu a oportunidade de fazer um retiro, fiquei um pouco ansiosa. Não obstante, eu esperava por esse tempo de retiro, de encontro que, descobri mais tarde, me iria fazer perceber que aquilo que eu fazia há muito, no caminho para o trabalho, na vida quotidiana, nas aflições e nos problemas, já era falar com Deus. Digamos que tomei uma consciência diferente do que era a minha absoluta necessidade desse diálogo. 

Tive a sorte de ir pela mão de uma amiga, a Maria do Céu, que pela sua bondade e paciência, percebeu com certeza muito cedo, nas anteriores conversas sobre o catecismo, que eu precisaria dessa "ajuda", também para não me sentir tão formiga insignificante no meio de pessoas que já tinham tido essa experiência e saberiam melhor como “comportar- se"...

Lembro-me que foi muito reconfortante chegar a Fátima acompanhada. Depois, no quarto, já "entregue ", olhei quanto pude o entardecer para reter de fora a coragem de me rever por dentro.

Os primeiros momentos de oração iniciaram um período de tranquilidade progressiva, de interiorização da minha fé e de uma capacidade crescente de me sentir bem naquela prova.

"Uma âncora para a vida que se seguiu."

O retiro revelou-se uma enorme aprendizagem. Sobre mim, sobre como é bom sentir mais a presença de Deus... E os ensinamentos e reflexões do sacerdote enchiam de alegria e de provocação a minha consciência.

No final do retiro, tinha conhecido pessoas simpáticas, ao despedirmo-nos, havia uma certa sensação de simpatia, comunhão e paz.

A enorme sabedoria sobre tudo o que eu ia ansiosa por beber revelou-se sempre nas palestras, das quais saí sempre desejosa de devorar livros, muitos dos quais disponíveis para ler durante o retiro.

Era suposto que o retiro fosse um momento de pausa reflexiva, uma abertura comigo e com Deus, uns passos de oração mais segura, uma fonte de força interior, de verdade, de coragem para uma maior transparência e atenção aos outros.

Foi isso tudo e, surpreendentemente, um período de boa disposição, humor inteligente e familiar… uma âncora para a vida que se seguiu.

No segundo retiro já me ofereci para colaborar nas leituras durante a refeição. Tive a noção que devia participar. Este retiro foi também mais “duro” e exigente para a minha consciência, agora já mais atenta à vontade de me aperfeiçoar, sobretudo na humildade, na consciência do outro e na importância da transparência e participação perante Deus, na vida quotidiana.

A falta que me fez o retiro no ano passado expressa-se numa vontade enorme de me organizar para voltar. Necessito deste reencontro, desta ajuda para tentar continuar a melhorar e a para contribuir – por pouco que seja – para um mundo melhor.

#6

Helena 

 

A PAUSA NO CALENDÁRIO

Aos 39 anos de idade, fiz o meu primeiro retiro espiritual. Antes de o fazer, procurei alguma informação para perceber no que consistia e que formatos existiam. A decisão recaiu num retiro organizado pelo Opus Dei. Essa decisão deveu-se em grande parte, a conhecer e frequentar durante alguns meses um outro meio de formação: o retiro mensal. Em cada retiro mensal, sentia uma transformação. Essa transformação fazia parte de uma escuta ativa e reflexão do que ouvira do sacerdote naquele tempo de meditação. E, das suas palavras, surgiam-me ideias para implementar pequenas mas significativas diferenças nas minhas atitudes e decisões do dia a dia, tanto a nível pessoal como familiar.

O retiro espiritual proporciona uns dias de pausa, silêncio e recolhimento interior. Num calendário marcado por dias intensos de trabalho e atividades, que tantas vezes provocam um forte ruído exterior, que dificulta a interioridade, essa pausa é fulcral.

A experiência de um retiro é edificante. No início, podemos ter dúvidas como: “Será um desperdício de tempo? Tenho tanto para fazer!” ou “Como posso ausentar-me durante 3 dias? E a minha família… como se vão organizar?” Depois da minha experiência feita e já repetida, posso assegurar que, no meu caso, tudo se organizou. E o que toda a família ganhou foi incomensurável. Pessoalmente, ganhei perspetiva, orientação e um rumo mais definido.

O recolhimento interior e a oração durante o retiro proporcionam momentos de maior intimidade com Deus, ficamos mais despertos para a voz interior que marca o desejo de Deus para a nossa vida e que está bem dentro do nosso coração. É um momento privilegiado para perceber com mais clareza a Sua Vontade, na nossa consciência - onde nos aborda, anima e cativa.

Um retiro é uma belíssima oportunidade de crescimento e aproveitá-lo ao máximo é deixarmo-nos surpreender! É escutar, refletir, orar, talvez até chorar, é aprender a conhecermo-nos melhor e sem medo, mergulhar na mais bela e única viagem de todas… a nossa vida!

"Um retiro é uma belíssima oportunidade de crescimento e aproveitá-lo ao máximo é deixarmo-nos surpreender! "